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A Ruth chegou exibindo um charme indescritível. Nada mais com vê-la através do olho de vidro da porta o meu espírito ficou consternado. Mas depois, com a alta urgência do mundo, e do meu espírito confuso, lhe abri a porta e antes de dizer qualquer coisa, ela me beijou longa e profundamente nos lábios. Em seguida, me fez uma pergunta que despertou o interesse mais sombrio do meu coração.

— Você veio para trazer desastre para esta terra, não é? 

— Eu não sei o que quer dizer, a Ruth. Mais do que tudo, mais do que ninguém, eu... 

— Não diga nada. Por favor, mantenha silêncio dentro de si e dentro do seu coração, o meu cavalheiro do lúgubre e o hermético.

Sem dizer nada, convidei-a para passar e tomar assento no sofá da minha sala. Eu lhe ofereci também uma xícara fumegante de café para assustar um pouco o frio inclemente que rondava toda a cidade e o alma mesma das incertezas. Pouco tempo depois, fui para a cozinha e deixei-a a ela no sofá. Preparei o café em menos do que se diz amém, mas ao voltar para a sala não encontrei à bela e libidinosa Ruth por nenhum lugar. No entanto, ao ver que a porta do pequeno quarto onde guardo as minhas pinturas estava aberta, não tive que pensar muito para saber onde estava ela. Entrei naquele quarto e o errante e misterioso espírito da Ruth estava lá, olhando as minhas pinturas com grande concentração.

— Gostaria de saber como são chamadas? - lhe sugeri. Ela assentiu, um pouco com a cabeça, e um pouco com a sua sensualidade.

Aproximei-me dela por trás e abraquei-a pela cintura. Antes que nada, resolvi ensinar-lhe àquela mulher de fogo as paisagens, como é o meu hábito sempre que uma pessoa quere conhecer as minhas preciosas obras de arte. Eu fui apontando uma a uma, dizendo-lhe a ela os seus respectivos nomes, uns nomes que ela, muito bela, ouvia com atenção.

Da esquerda para a direita, estas são, lhe disse, Abraçando a tempestade (uma paisagem cheia de palmeiras assustadas por uma tempestade furiosa), Olhos que removem vestidos (uma pintura de arte conceitual, em que eu exponho um grande número de olhos misteriosos e um número considerável de mulheres, nos edifícios de uma cidade imaginária), A varanda dos Murmúrios (uma varanda solitária), O misterioso calor dos seus beijos (uma bela e radiante praia, tão solitária como a paisagem da varanda dos murmúrios), Sol e lágrimas (esta pintura é o ramo de uma árvore cujas gotas de água das suas folhas vivas e verdes caem dentro da vida e no mais profundo da alma), O olhar de uma paisagem é algo monumental (a paisagem de algumas grandes e imponentes montanhas íngremes) e A menor distância entre dois corações (uma pintura que traz-me memórias dolorosas à mente. Sim, era melhor não falar sobre aquela obra com profundidade).

A Ruth parecia encantada com cada uma das minhas pinturas de paisagens. Assim, então, apontei as pinturas de retratos e procedi da mesma forma que com as de paisagens. Da esquerda para a direita que estavam. Carícias furtivas e intensas de cor esmeralda (um retrato de dois amantes se beijando apaixonadamente) Trajetórias sob uma lagoa (uma bela e jovem mulher sob a água de uma possível lacuna. A propósito, essa bela mulher era Cristina, o meu amor frustrado e profundo do passado), Prisioneiro dos seus lábios misteriosamente caprichosos (outro retrato de Cristina no qual eu enfatizo nos seus lábios, uns lábios que eu sempre imaginei doces) e Vértices de desconhecida retina (outro retrato sobre Cristina onde eu enfatizo nos seus olhos cor de avelã).

— Vem comigo, o meu príncipe aterrador e de outro mundo, quero te ensinar algo —me disse a Ruth, logo depois que eu terminei de lhe ensinar os meus melhores quadros e enquanto ela me abrasava carinhosamente pelo pesçoco. 

— Me ensinar algo? - perguntei, bêbado de curiosidade e de paixão.

 — Sim.

— O quê?

— O seu forte vínculo com o passado, e não só com o passado, também com a história e a humanidade em geral. Com todos os sentimentos, todas as guerras e todos os fatos da vida.

Edith Ruth Monsivais: uma mulher estranha. Uma dessas mulheres que quando vão sob as essências perfumadas de uma noite clara, a lua e as estrelas ficam com inveja da sua beleza, tanta inveja que decidem brilhar com mais vigor e com muita mais intensidade para chamar a atenção. Uma mulher linda e deslumbrante que eu pedi para sair sem me dizer para onde estávamos indo. Simplesmente deixamos o meu apartamento. Em seguida, entramos no seu carro, um luxuoso Mercedes azul. Ato seguido, passamos pelo frente de uma boate, e se ocorreu-me pensar que muito provavelmente iríamos para um lugar assim, claro, para que aquela mulher com olhos de fogo e eu dançássemos um pouco entre os aromas da sedução, o que me deixou muito nervoso, pois o meu espírito me lembrava que sempre fui muito ruim para a dança.

— Não pode ser. Vamos para uma boate? - decidi perguntar.

 —  Sabes uma coisa? - começou a falar ela com o seu típico tom de voz misterioso e profundo— todas as noites em cidades como esta, há um novo e agradável sabor e um novo e encantador perfume no que os sentidos se desvanecem e se glorificam enquanto as almas se cheiam de intensidade e prazer. De fato, para muitas pessoas, algo assim, tão abstrato, tão intenso e tão efêmero, é o amor. Ou seja, uma sucessão de diferentes línguas para conhecer em uma boate cujas portas vêm entrar pessoas e sair dos casais. E sabes outra coisa? Em um deserto de solidão, uma noite mágica para conhecer uma nova pessoa e tomar uma taça de vinho com ela, e sair depois para um motel para alimentar o fogo constante do amor com o combustível inflamável da paixão, é o melhor incentivo para a alma humana.

Eu olhava a Ruth e pensava, por alguma razão, que o vento se inspirava, entre os seus redemoinhos e as suas agitações de mistério e vida, com a voz dela.

E assim, se ao dia seguinte os amantes desconhecidos que compartilhavam um eflúvio de sonho ocasional e cheio de paixão em uma boate, se encontram e se reconhecem, cada um deles virará o seu rostro e olhará como distraído a outros lugares, como a pessoa que teme mais às cinzas do amor intenso que ao mesmo fogo da vida.

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