Capítulo 41
— Quero acreditar que a culpa não foi minha...
Marley late pra mim na hora fazendo abrir os olhos assustada.
Ele sobe no meu colo querendo carinho, solto um sorriso e beijo seu focinho ele sai do meu colo e começa a correr pelo quarto todo. Me levanto e vou para o banheiro, tiro toda minha roupa e a deixo no canto prendo meu cabelo em um coque e abro o registro no chuveiro fazendo a água cair na banheira, enquanto ela enche eu vou tirando a gaze do meu braço, encaro todo aquele troço com sangue e molhada jogado pela pia e fecho meus olhos.
— Não vou mais fazer isso, eu prometo...-Abro meus olhos e todos eles no lixo, desligou o registro.
Me apoio na banheira e começo a olhar para o chão, a porta começa a ser arranhada e Marley tenta entrar, mas vai em vão ele passa uns longos minutos fazendo isso, mas logo para.
Me levanto e vejo pelo fresta da porta se ele estava bem, fecho a porta e volto para a banheira sento e me encosto na parede sinto o gélido entrar em contato com a minha pele fazendo todo meu corpo arrepiar, o medo de mergulhar meus braços nessa água e sentir a ardência com um alívio. Todo meu banho e quando termino abro o ralo deixando toda aquela água ir embora, me levanto saindo da banheiro e me enrolando na toalha mestrando a porta e vejo Marley quieto em cima da cama como se estivesse dormindo, vou na direção do closet e procuro por alguma roupa que eu possa usar.
No final de tudo eu apenas visto uma calcinha e uma das blusas de Rafael que achei, deixo a toalha estendida na janela e volto para o quarto me jogando na cama pego meu celular e vejo várias ligações perdidas da Sofie, mando mensagem pra ela dizendo que está tudo bem e coloco o celular pra carregar, desligo a luz e corro pra cama na hora me jogo entre todos esses lençóis macios e super confortáveis Marley pula para mais perto de mim pedindo carinho, entre toda a escuridão vendo luz apenas da janela que está meio aberta vejo Marley olhando para mim começo a fazer carinho nele que fica bem mais próximo de mim.
Dia seguinte
Acordo com Bia pulando em cima de mim, as janelas do quarto estão todas abertas vendo um sol entrar forte no quarto.
— Estou morrendo de sono. — Digo com a voz toda embriagada e roupa, coço meus olhos e sento na cama vendo Bia ir do closet até o banheiro e depois voltar para o quarto.
Bianca-Vem vamos! Temos que voltar logo para o hospital, parece que já temos notícia do Rafael.
Lembro na hora, pulo da cama e vou na direção do banheiro tiro toda a gaze do meu braço fazendo doer, pois, não tomei cuidado jogo tudo no lixo e tomo um banho rápido igual o flash, volto para o quarto enrola na toalha.
Bianca-toma vista essa roupa que já separei pra você, quer ajuda nos braços pra ser mais rápido? — Assinto pra ela enquanto vou no closet pegar uma calcinha e sutiã.
Visto a roupa que ela me entregou e sento na cama com falta de ar por ter corrido tanto de um lado para o outro, ela senta do meu lado e começa a fazer os curativos, olho pra ela que está fazendo tudo num máximo de atenção e sendo o máximo cuidadosa pra não me machucar.
Bianca-Pronto, podemos ir agora?
— Vamos só vou colocar ração pro Marley e deixar ele no quintal.
Bianca-Eu vou tirando o carro da garagem, não demore muito.
Pego minha bolsa e coloco tudo que preciso dentro, pego Marley no colo e desço as escadas correndo com ele deixo ele no gramado e na lavanderia encho seu pote de ração e o outro de águas.
— Prometo voltar com notícias boas do seu papai, não faça nada de errado. — Beijo ele e saio correndo dali, assim que piso um pé pra fora sinto o vendo bater no meu cabelo molhado.
Corro para o carro e assim que entro Bianca me olha com um grande sorriso no rosto, ela não fala nada comigo e começa a dirigir para o hospital.
— Não sabia que você dirige. — Digo quebrando todo o silêncio.
Bianca — Só por vezes não sou muito fã de volante prefiro mil vezes pedir um uber. — O silêncio volta a reinar dentro do carro.
Quando chegamos no hospital. Márcia levanta vindo na nossa direção rapidamente.
Márcia — Estou mais feliz que nunca!
— Ele acordou? — Digo me aproximando dela com uma cara de esperança.
Márcia-Ele está louco para falar com você, nem ligou com o estado dele.
Beijo sua bochecha e vou na direção da recepcionista, entrego os documentos que ela me pede e minutos depois ela entrega um adesivo com o meu nome, sorrio pra ela e não espero por mais nada colo o adesivo na minha blusa. Dou meia volta e corro para perto de Bianca que está conversando com a Márcia.
— Então... Eu não sei qual eu numero do quarto dele. — Digo envergonhada atrapalhando a conversa das duas.
Márcia — O quarto dele e no segundo andar, se quiser eu vou com você. — Diz levantando esperançosa.
— Não precisa Márcia, eu consigo me virar lá em cima. — Solto uma risada fraca e me viro indo na direção do elevador.
Assim que a porta se fecha aperto o botão do segundo andar, me sinto apreensiva com um certo medo de ver ele agora que já está melhor que antes, pode ter passado apenas uma noite, mas pra mim foi como um século só de lembrar que ele está no hospital e passou uma cirurgia devido a uma briga que tivemos que foi eu que causei me faz ficar angustiada.
As portas do elevador se abrem e pelo longo corredor branco eu vejo várias portas, vou caminhando lentamente olhando pelas frestas das janelas se acho o quarto de Rafael.
Xx — Olá bom dia, está procurando por alguém? — Me assunto na hora, me afasto do quarto que estava olhando e presto atenção na pessoa que está na minha frente.
Olho pra ele de cima a baixo e parece que conheço ele, pelo sua voz, seus olhos são castanhos quase da mesma cor que os meus sua barba está bem feita e seu cabelo bem-arrumado para trás, ele provavelmente aparenta ter uns 45 anos.
Xx — Olá?
— Ah olá desculpa! — Dou um sorriso forçado. — Eu queria saber onde fica o quarto do Rafael Marques.
Xx-E logo ali, no quarto 245. — Sorrio pra ele que sorri de volta pra mim. — Você e algum parente dele?
— Sou a namorada dele. — Digo colocando meu celular na bolsa e voltando olhar pra ele.
Xx-Então não vou te atrapalhar, vá ver seu namorado. — Não digo mais nada e vejo ele indo na direção do elevador, eu sinto que conheço ele de algum lugar, mas não lembro da onde.
Não espero por nada e começo a procurar pelo quarto 245, quando acho pego na maçaneta sentindo um frio na barriga como se fosse a primeira vez que iria vê-lo. Quando abro a porta vejo Rafael mexendo no controle da TV com uma grande cara de tédio, ele percebe minha presença e um sorriso surge no seu rosto, fecho a porta atrás de mim e vou à direção da sua cama que ele está.
— Me desculpa pela briga que tivemos, eu tinha que entender seu lado...-Sua mão vai para o meu rosto.
Rafael-A culpa não foi sua Emma, eu deveria ter te contato sobre tudo desde o começo, mas eu queria fazer uma surpresa. — Pego em sua mão sentindo as lágrimas escorrer.
— A casa e linda aliás. — Damos risada juntos.-Eu não sei como seria minha vida sem você Rafael...
Rafael-Eu ainda estou aqui, você não vai se livrar tão cedo de mim. — Solto um sorriso entre todas as lágrimas que ainda insistem em descer.
Coloco uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e olho para ele que ainda me encara com um sorriso bobo no rosto.
Rafael — Fico tão feliz que tenha gostado, queria ter visto sua reação quando viu a casa pela primeira vez.
— Fiquei com uma cara muito surpresa e o Marley adorou a cama super macia. — Digo dando risada, ele vai subindo a mão e tocando no meu braço.
Rafael — Minha mãe me falou sobre os machucados, você prometeu que não faria mais Emma.
— Eu sei disso, mas eu não me aguentei... Eu não tinha ninguém e ainda me sinto culpada por causa da briga que a gente teve.
Rafael — A culpa não foi sua, você não teve culpa de nada.
— Mas eu comecei a briga...
Rafael — A culpa não foi sua Emma, já te disse isso e vou te dizer de novo! Você não teve culpa de nada..., aliás seu cabelo está molhado, porque não secou? Você vai ficar doente.
— Eu acabei perdendo o horário, não deu tempo de secar, mas isso não importa agora.
Rafael-Me prometa que não vai mais fazer isso. — Diz pegando no meu braço com cuidado. — Mas dessa vez de verdade.
— Rafael...
Rafael — Me prometa Emma, se você quiser a gente procura uma terapeuta pra você ou até uma psicóloga.
— Não precisa disso, eu consigo me virar sozinha eu vou conseguir parar de me cortar.
Rafael — você não precisa lidar com toda essa dor sozinha, eu tô aqui com você pra o que der e vier mesmo que no exato momento eu estou numa cama de hospital. — Rio do jeito que ele falou.
— Olha talvez com uma psicóloga eu concorde.
Rafael-Eu fico muito feliz que você quer superar tudo isso. — Assinto pra ele que coloca a mão no meu rosto.
— Prometo tentar melhorar de qualquer jeito.
Rafael-Saiba que sempre vou estar do seu lado pra tudo que vier. — Ele beija minha testa.
Ele vai mais pro lado deixando um espaço pra mim poder deitar do seu lado, encosto minha cabeça em seu ombro e entrelaçam nossas mãos.
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